“Barata a vida humana no Brasil”

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Ministro Sérgio Moro (Justiça) indignado com a soltura do matador de João Hélio

 

Sem verbas, ONGs ‘atearam fogo’ no governo

O fim do dinheiro farto para ONGs, até sem prestar contas, coincidiu com acusações de que a Amazônia estava em chamas, apesar de os 2 mil focos de incêndio no Brasil estarem longe dos 7 mil em Angola e 3 mil no Congo, na África. Duas dezenas de contratos entre ONGs e o Fundo Amazônia, aos quais a coluna teve acesso, são chocantes. R$ 11,6 milhões foram pagos a três ONGs (IBAM, IPAM e TNT Brasil), sem prestação de contas ou comprovação de execução dos projetos.

Vista grossa

Além da falta de notas fiscais e recibos, o BNDES, sempre leniente na gestão do Fundo, não atestava a efetividade dos projetos contratados.

Entre amigos

No cadastro de inadimplentes, a ONG de sigla Ibam levou R$ 18,8 milhões para “Apoiar o fortalecimento da gestão ambiental” blábláblá.

Desprestígio

Apesar de a expertise e estrutura do INPE, a TNT Brasil teve R$ 16 milhões para “monitorar o desmatamento por imagens de satélite”.

Dinheiro fácil

O Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia faturou R$ 25 milhões para, basicamente, “ensinar” quem mora na Amazônia a cuidar dela.

Brumadinho: sete meses depois, nenhum preso

Ainda não rendeu uma prisão sequer o rompimento da barragem da mineradora Vale em Brumadinho, matando quase 300 pessoas em janeiro. Há mais de sete meses os bombeiros de Minas Gerais fazem buscas por desaparecidos na mina Córrego do Feijão. Mais um corpo foi encontrado nesta sexta-feira (30). Ações foram movidas por autoridades como o Ministério Público e até a Comissão de Valores Mobiliários, mas são apenas notícias: nenhum responsável está preso.

Presos depois soltos

Oito executivos da Vale chegaram a ser presos dias após a tragédia, mas no final de fevereiro o STJ mandou soltá-los.

Só no papel

Com o corpo encontrado nessa semana, a agonia de mais uma família chegou ao fim, mas ainda há oficialmente 22 pessoas desaparecidas.

Preço da vida

A Vale se vê no direito de precificar vidas ceifadas e famílias destruídas oferecendo R$ 100 mil por morto e R$ 50 mil por família desabrigada.

Foi desnecessário

Os diplomatas brasileiros avisaram ao Itamaraty que a referência de Bolsonaro ao, digamos, déficit de formosura na primeira-dama da França produziu significativos estragos à sua própria imagem.

PSB apequenado

Após a expulsão do deputado Átila Lira, a bancada do PSB na Câmara passará para 31 deputados. Se expulsasse todos os que votaram a favor da reforma Previdência, o partido passaria a 20 deputados.

Provocações continuam

Bolsonaro descartou a caneta Bic, que usava para assinar seus documentos, lembrando tratar-se de produto francês. E reforçando um movimento nas redes sociais de boicote a produtos da França.

Revolta é a palavra

A autora de novelas Glória Perez se indignou com a prisão domiciliar do monstro que matou o garotinho João Hélio. Condenado a 39 anos, cumpriu 10 e foi pra casa. Ela viveu a tragédia do assassinato covarde da filha e viu os criminosos saírem da cadeia em pouco tempo.

De olho na reforma

Armando Paes Filho, presidente da Federação de Correspondentes Bancários, fixou base em Brasília para acompanhar de perto a reforma tributária. A entidade responde por uma fatia considerável do mercado.

Pets nos hospitais

O governador do Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja, sancionou lei do deputado estadual Lídio Lopes que autoriza animais de estimação frequentarem hospitais com seus donos lá internados.

Dia das Bruxas

O prazo fatal para o Reino Unido deixar a União Europeia está marcado para 31 de outubro. Exatamente o Dia das Bruxas, que os americanos chamam de “Halloween”.

Me dá um dinheiro aí

As importações de produtos da França caem desde 2013 no Brasil. Caíram 12,3% em 2014, 21,8% em 2015, 17,5% em 2016 e 0,7% até julho de 2017, segundo dados do Ministério da Economia.

Pergunta nas redações

O PIB crescer pode ser notícia ruim?