Apesar da crise, setor supermercadista segue gerando empregos em Valadares

André Diniz avalia que, em um cenário de competitividade, é necessário ficar atento às mudanças do mercado.Crédito: Thiago Ferreira Coelho

Mesmo em um cenário de crise econômica, o grupo Coelho Diniz segue expandindo e gerando empregos, especialmente em Governador Valadares. De aproximadamente 4100 funcionários da rede supermercadista, mais da metade se encontra nas dez lojas e no escritório administrativo que é sede do grupo. São cerca de 2200 pessoas contratadas, que, com seus salários, ajudam a movimentar a economia do município.

Para André Diniz, sócio-proprietário da rede, é importante investir e buscar alternativas para superar momentos de crise.“A pessoa tem que se diferenciar. Se a pessoa entra na crise, ela fica na crise. Ela tem que se orientar. Tem que buscar alternativas, como cortar custos e se adaptar às mudanças do mercado. O mercado realmente está duro, mas tem que se desenvolver”, comentou Diniz.

O setor supermercadista em Valadares também é um mercado importante para outras redes, como Epa, Ataca Forte, MartMinas, Atacadão e Big Mais. O setor emprega uma força de trabalho que também ajuda a movimentar a economia da região.“O segmento de supermercados é forte, atrai muita gente de fora para comprar aqui. As pessoas de outros municípios vêm comprar em Valadares. A cidade tem vendas para cidades vizinhas. Valadares é um polo, e esse é um filão para atrair clientes. Quem tem loja aqui precisa de estratégias para conseguir esses clientes. O mercado aqui é muito concorrido e atrai muita gente de fora, para outros serviços também”, disse o empresário.

André Diniz avalia que, em um cenário de competitividade, é necessário estar atento às mudanças do mercado e do perfil de consumo dos clientes. Mesmo com o crescimento das vendas on-line, ele prevê que ainda existem possibilidades de crescimento para o varejo tradicional.“A venda on-line vai mexer no mercado? Vai. Mas não vai acabar nunca a loja física. A gente precisa se adaptar para esse novo consumidor. A venda on-line vai continuar crescendo, mas não vai acabar com o mercado tradicional de varejo. A loja física vai continuar forte ainda”, considerou André Diniz.

por THIAGO FERREIRA COELHO | thiago@drd.com.br