Apadrinhamento: um elo de amor e responsabilidades

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Ter um padrinho/madrinha envolve questões que vão além da religião. Considerados nossos segundos pais, eles são responsáveis por dar amor, carinho, auxiliar na formação do caráter dos afilhados, bem como orientar, aconselhar, ajudar a educar, dar colo e bons exemplos, cuidar e até mesmo puxar a orelha, além de criar laços de afeto e confiança e também serem pessoas com quem o afilhado pode contar sempre que precisar.

Pensando no papel exercido pelos padrinhos/madrinhas e na necessidade de crianças e adolescentes que vivem em serviços de acolhimento institucional e têm poucas chances de ser adotados ou reintegrados à família, por estar com vínculos fragilizados ou rompidos, a Prefeitura de Valadares, através da Secretaria Municipal de Assistência Social (SMAS), criou uma metodologia comum para a construção e execução do Programa de Apadrinhamento do Município. Através dele, 55 crianças e adolescentes que se encontram nos sete Serviços de Acolhimento de Valadares terão a oportunidade de se relacionar, receber cuidados, conviver com uma família e encontrar referências que fortaleçam o seu desenvolvimento pessoal e social.

A ideia é fazer com que os Serviços de Acolhimento do município (Programa Futuro Feliz; Fundação Casa da Menina Santa Bernadete; Casa Lar Itaka Escolápios; Cidade dos Meninos; Serviço de Acolhimento em Família Acolhedora; Serviço de Acolhimento Institucional Municipal Masculino e Feminino) decidam quais as modalidades de apadrinhamento serão desenvolvidas, conforme seu perfil e necessidades. O apadrinhamento pode ocorrer de três formas: financeiro, prestador de serviço/educador e afetivo.

O afetivo visita a criança ou adolescente no abrigo ou leva para passear com frequência. O prestador de serviço/educador pode ser pessoa ou empresa que oferece serviços e ou conhecimento a instituição ou às crianças e adolescentes em situação de acolhimento. E o financeiro é o que dá suporte material ou financeiro, bancando cursos, por exemplo.

As atividades a serem desenvolvidas pelos padrinhos/madrinhas são as mais diversas, desde passeios até levar os afilhados para passarem um final de semana em casa, feriado ou férias escolares.

Para participar, os interessados precisam entregar toda a documentação necessária; participar de entrevista, de oficina e do encontro de formação de padrinhos; formalizar o cadastro; receber visitas domiciliares da equipe técnica da instituição de acolhimento, bem como participar do encontro anual entre padrinhos e colaboradores do Serviço de Acolhimento.

Hoje (19), o Programa será apresentado aos diretores, equipe técnica das instituições e ao Ministério Público, às 14 horas, na Coordenadoria Regional das Promotorias de Justiça (CREDCA/VRD), que fica na rua Vereador Omar Magalhães, 864, Santa Terezinha.

O Programa de Apadrinhamento conta com o apoio das entidades de acolhimento parceiras e da Coordenadoria Regional das Promotorias de Justiça de Defesa da Educação e dos Direitos das Crianças e dos Adolescentes do Vale do Rio Doce.