Acusado de feminicídio em Itabirinha é preso

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O corpo da vítima foi examinado pelo IML de Valadares e o laudo pericial atestou que ela morreu asfixiada por esganadura do pescoço e sofreu agressões, pois apresentava hematomas por todo o corpo. FOTO: Policia Civil

Na manhã de quarta-feira, 9, a Polícia Civil de Minas Gerais prendeu o vigilante C.C.C., de 45 anos, suspeito de assassinar a companheira Taís Duarte da Silva, de 28 anos. O crime ocorreu no município de Itabirinha no dia 21 de dezembro de 2018.

Na ocasião, a vítima foi encontrada morta dentro de casa com sinais de agressões físicas. O suspeito chegou a ser encaminhado pela PM à Delegacia de Mantena no dia da morte, mas, ao ser interrogado, alegou que a vítima teria morrido de causas naturais e que as lesões em seu corpo eram fruto de quedas dentro de casa. Ele contou que teria trabalhado a noite toda e não seria o autor do crime. Naquela oportunidade, o suspeito foi liberado até que os fatos fossem apurados.

O corpo da vítima foi examinado no IML de Governador Valadares e o laudo pericial atestou que a vítima morreu asfixiada por esganadura do pescoço e sofreu agressões, pois apresentava hematomas por todo o corpo.

As diligências realizadas pela equipe de investigação indicaram que o vigilante seria pessoa agressiva e já possuía histórico de violência doméstica. Os investigadores também apuraram que a vítima era constantemente mantida trancada dentro de casa pelo suspeito.

Diante dessas e de outras evidências levantadas no curso das investigações, a Polícia Civil pediu ao Poder Judiciário a prisão preventiva do suspeito, medida prontamente deferida pelo magistrado que analisou o caso.

O vigilante foi encaminhado ao presídio de Mantena, onde permanecerá à disposição da Justiça. Ele deve responder por feminicídio, praticado por motivo fútil, com emprego de asfixia e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima. A pena pode chegar a 30 anos de prisão.