A 100 km de distância da barragem, sismógrafos captaram  a enxurrada de rejeitos

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FOTO: Divulgação

A tragédia de Brumadinho foi tão intensa que pôde ser captada por sismógrafos localizados a 100 quilômetros de distância da barragem do Córrego do Feijão, que entrou em colapso na última sexta-feira, matando pelo menos 60 pessoas.

De acordo com o Centro de Sismologia da USP, o escoamento da lama foi registrado por sismógrafos em Bom Sucesso e Diamantina, em Minas. A enxurrada foi registrada por aproximadamente cinco minutos após o rompimento da barragem, segundo apontaram os aparelhos.

O Centro de Sismologia descartou completamente a hipótese de que o colapso da barragem esteja relacionado a algum tremor de terra na região. “Não há nenhuma evidência ou registro de tremor de terra natural na região da Mina do Córrego do Feijão, da Vale. Nem em dias anteriores. O último tremor registrado em MG ocorreu próximo à cidade de Januária, no dia 21 de janeiro, com magnitude de 2.7. Ele foi muito fraco e está muito distante para ter qualquer influência na barragem”, informaram os especialistas no site do centro. “Mesmo que estivessem ocorrendo tremores, eles precisariam estar exatamente embaixo da barragem para ter algum efeito perceptível.”

Em nota, Abin desmente boatos que ligavam
ruptura de barragem a atentado

A Agência Brasileira de Inteligência (Abin) emitiu uma nota na qual rechaça um boato espalhado nas redes sociais que atribui o rompimento da barragem de rejeitos em Brumadinho a um suposto ataque terrorista executado por dois homens, um cubano e um venezuelano.

A notícia falsa se espalhou tão logo se iniciou a cobertura da tragédia.

Segundo a Abin, a informação é “totalmente inverídica” e não há “qualquer relato sobre prisões de venezuelano e cubano na região “.

por Roberta Jansen da Agência Estado